
CHÁ VERDE
Está comprovado: o chá verde combate o envelhecimento precoce das células, diminui as taxas de colesterol, reforça os vasos sangüíneos e evita vários tipos de câncer. Além disso, previne cáries, tem ação anti-inflamatória e antigripal, ativa o sistema imunológico, regenera a pele, fornece vitaminas e sais minerais, acelera o metabolismo e queima de gorduras. Segundo Mauro Perini, clínico geral especialista em medicina oriental e diretor do spa Yan Sou, em Bragança(SP): “Costumo indicar esse chá para o tratamento de problemas digestivos. Além de promover uma limpeza em todo o organismo, ele ajuda na digestão”. Essa caraterística do chá se deve ao tanino, que protege o sistema gastrointestinal de bactérias nocivas. Uma molécula chamada teofilina, também presente na composição do chá, dilata os brônquios e facilita a respiração dos asmáticos, além de auxiliar nos tratamentos de gripe, bronquite e pneumonia. A vedete da turma de elementos ativos é uma substância batizada de EGCGS. Ela barra a enzima quinol-oxidase, estimuladora do crescimento de células cancerígenas, especialmente no intestino, esôfago, pulmão, mama e pele, combatendo, assim, esses tipos de câncer. Graças à descoberta, a bebida ganhou o interesse da American Câncer Society , órgão norte-americano de pesquisa sobre o assunto. “É curioso notar que a ciência agora comprova o que a sabedoria popular descobriu. O povo oriental bebe o chá e se beneficia de suas propriedades há séculos. Nós pesquisadores, estamos observando e registrando seus poderes”, fala Walter Accorsi, coordenador do Laboratório de Plantas Medicinais da Escola Superior de agricultura Luiz de Queiroz (USP-Piracicaba, SP). O clínico geral Flávio Rotman concorda, em seu livro “Coronárias sem Infarto”(Editora Record): o chá verde realmente diminui o colesterol, fortalece o coração, é antigripal, previne o derrame e a formação de pedras na vesícula e nos rins, além de normalizar a função da tireóide e regenerar a pele.
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A base de chá verde.
Chá verde...
HIDRATACAO. A importância da àgua....

Água - A importância da Hidratação
Beber água é um hábito saudável que deve ser desenvolvido por todas as pessoas. Todos nós sabemos o quanto é importante uma ingestão adequada de água diariamente, mas quase sempre negligenciamos.
Todos os organismos vivos apresentam de 50% a 90% de água em si.O próprio corpo humano é constituído em 70% por água que, em constante movimento, hidrata, lubrifica, aquece, transporta nutrientes, elimina toxinas e repõe energia, entre inúmeras outras utilidades.
Para quem não se hidrata:
· desvitalização dos cabelos;
· descamação do couro cabeludo;
· distúrbios de concentração;
· sono e memória, com perda da disposição para realização das atividades diárias, em virtude da circulação cerebral por baixa quantidade de água que faz o sangue ficar mais "viscoso" e "grosso", de circulação mais lenta;
· ressecamento dos olhos e tecido das vias aéreas que com baixa umidade, sofrem lesões com mais facilidade por ficarem mais frágeis, assim tornando-se mais propensos a inflamações e infecções;
· conjuntivites;
· sinusites;
· bronquites;
· pneumonias;
· lesões da pele com aparecimento de cravos e espinhas pela não eliminação adequada das toxinas via pele e seu acúmulo local;
· queda e enfraquecimento dos pêlos;
· baixa produção de saliva;
· distúrbio no aproveitamento adequado de vitaminas e sais minerais, com excesso em alguns lugares e falta em outros, levando a cãibras, dormências, perdas de força muscular e problemas ósseos dentais;
· respiração dificultada, por vezes levando à falta de ar, sobretudo nos exercícios físicos;
· constipação e por vezes, sangramento retal (devido a fezes ressecadas, endurecidas que lesam o tecido intestinal ao moverem-se em seu interior);
· impotência ou disfunções eréteis ou, no caso das mulheres, sangramentos vaginais.
É certo que há água nos alimentos, mesmo os sólidos, mas a complementação da ingestão diária de água deve ser feita, periodicamente, conforme já disposto.
Uma forma de se observar se a quantidade de água é adequada, é observar a cor da urina, que deve ser incolor. Quanto mais forte, pouca ingestão de água está sendo feita.
Vale lembrar que é sempre bom evitar bebidas alcoólicas, ou não alcoólicas, que apesar de serem diuréticas evitam que se beba a água. Evite também, a ingestão de água pelo menos meia hora antes do almoço, para não prejudicar a digestão.
Aline Grahl - Nutricionista
Arnaldo Lichtenstein
- "Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?"
Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:
Alguns arriscam: "Tumor na cabeça".
Eu digo: "Não".
Outros apostam: "Mal de Alzheimer".
Respondo, novamente: "Não".
A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:
1. diabetes descontrolado;
2. infecção urinária;
3. esquecimento pela família; exemplifico: a família passou um dia inteiro no ‘shopping’, enquanto os idosos ficaram em casa.
Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo.
Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.
Insisto: não é brincadeira.
Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água.
Na adolescência, isso cai para 70%.
Na fase adulta, para 60%.
Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica.
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.
Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um "alarme".
Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias.
Por isso, o corpo "pede" água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.
Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água.
Conclusão: idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo.
Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol.
Basta o dia estar quente – e o verão já vem aí – ou a umidade do ar baixar muito – como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor.
Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa.
Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
Por isso, aqui vão dois alertas.
O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam.
O importante é, a cada hora, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!
Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos.
Lembrem-lhes de que isso é vital.
Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.
OSTEOPOROSE...

Diagnóstico precoce é prevenção ideal da osteoporose
Seg. 16 Jun. 2008
Dr. Marco Paschoalin*/Especial para BR Press
(BR Press) - A osteoporose é marcada pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea, o que leva a um aumento no risco de fraturas. A doença é a principal causa de fraturas em mulheres na pós-menopausa e em idosos.
As principais fraturas ocorrem na coluna, no quadril e nos pulsos e podem levar a complicações, como dores crônicas, dificuldade para locomoção e, conseqüentemente, deterioração da qualidade de vida do paciente.
A enfermidade acomete um número muito grande de pessoas em todo o mundo. Estima-se que, somente nos Estados Unidos, 10 milhões de pes- soas acima de 50 anos sofram com a doença e mais de 34 milhões apre-sentem baixa massa óssea, característica que predispõe ao desenvolvi-mento da osteoporose.
Mulheres
A cada cinco pessoas acometidas pela doença 4 são mulheres, das quais 50% vão apresentar alguma forma de fratura relacionada à do-ença ao longo de suas vidas. A doença é chamada de silenciosa, pois, na grande maioria dos casos, não apresenta sintomas até que ocorra a primeira fratura.
No caso das mulheres na pós-menopausa, a atenção deve ser redobrada, pois a principal causa da osteoporose é a redução na produção de estró-geno que acontece justamente nesse período.
Entre os fatores de risco que podemos destacar relacionados à doença estão idade avançada, baixo peso, raça caucasiana, histórico de doença na família, deficiência hormonal, dieta pobre em cálcio, uso de determi-nadas medicações como corticóides, fumo, álcool e uma vida seden-tária, além do uso freqüente de refrigerantes (ricos em ácido fosfóri-co).
Densitometria óssea
O diagnóstico da osteoporose é feito através da densitometria óssea, um exame simples e indolor que pode ser descrito como uma "radiografia" do corpo. Com ele, é possível identificar a quantidade de mineral presente ossos e dar o direcionamento adequado ao tratamento, caso neces-sário.
Não existe cura para a osteoporose e o objetivo principal do tratamento é evitar as fraturas. Há dois caminhos que podem ser seguidos: um à ba-se de medicamentos e outro não medicamentoso. Na terapia à base de remédios, os tratamentos evoluíram muito nos últimos anos. Comprimidos que eram tomados diariamente, hoje já podem ser tomados a cada sema-na e até mensalmente.
O tratamento sem medicamentos é feito com uma alteração no estilo de vida do paciente, que inclui atividades físicas constantes, alimen-tação rica em cálcio e exposição adequada ao sol para estimular a absorção de vitamina D. O médico saberá optar por um desses trata-mentos ou até mesmo por ambos, de acordo com as características de seu caso.
Prevenção
Vale ressaltar que apesar dos tratamentos disponíveis, o mais importan-te é prevenir a doença bem antes de se chegar à maturidade. Por is-so, é fundamental que, desde a juventude, já exista uma conscienti-zação sobre a enfermidade e suas formas de prevenção. Ter uma die-ta rica em cálcio desde a infância, manter atividade física regular, evi-tar o uso excessivo de refrigerantes, álcool e fumo certamente são a-ções que poderão garantir u-ma "reserva óssea" para quando o cor-po precisar. Quanto maior for essa "reserva", menor a probabilidade de desenvolver a osteoporose.
(*) Dr. Marco Paschoalin, gerente médico da Roche e responsável pelo tratamento oral mensal para a osteoporose.
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OSTEOPOROSE...
OSTEOPOROSE
Elisabete Fernandes Almeida é médica radiologista, com formação em editoração médica pela Universidade de Harvard (Estados Unidos), especializada em projetos de Educação Médica Continuada, tanto para médicos (programas científicos de reciclagem e atualização médica) como para a população em geral (programas de educação médica para maior conscientização, que promova a prevenção de doenças e uma vida saudável).
Elisabete Almeida foi recentemene nomeada diretora do Departamento de Educação Médica para Leigos da APM - Associação Paulista de Medicina - e diretora do recém-inaugurado Portal de Saúde da APM
Esta é um doença que pode aparecer sem avisar: você se abaixa para pegar o jornal pela manhã e sente dor. Posteriomente, descobre que teve uma fratura de costela. Se for uma mulher idosa, provavelmente se trata de uma fratura causada pela osteoporose. A osteoporose, que significa "ossos porosos", promove o enfraquecimento ósseo, de forma que até mesmo pequenos impactos, como tossir, por exemplo, podem causar fraturas. Na maioria dos casos, os ossos ficam frágeis com a diminuição do cálcio, fósforo e outros minerais.
A doença também pode acompanhar distúrbios endócrinos e pode resultar do uso de certos medicamentos, como os corticosteróides. As fraturas são mais freqüentes na coluna, no quadril e no punho. Metade das mulheres brancas com 50 anos ou mais sofrem fraturas ósseas em decorrência da doença em algum momento da vida. A boa notícia é que nunca é tarde para fazer alguma coisa. Se você é mulher e ainda não chegou à menopausa, pode tomar algumas providências para evitar a osteoporose. Se já está na menopausa, alguns exames podem detectar a doença em estágios iniciais e impedir a sua progressão, antes de você sofrer fraturas graves e incapacitantes.
SINAIS E SINTOMAS: Nas fases iniciais da perda óssea, em geral, não surgem sintomas. Com a progressão da doença, os sintomas incluem: - dores na coluna - diminuição de altura, com inclinação para frente - fraturas de ossos, principalmente das vértebras, do punho e do quadril.
CAUSAS: A resistência dos ossos depende de sua massa e densidade. Esta, por sua vez, depende, em parte, da quantidade de cálcio, fósforo e outros minerais presentes nos ossos.
Quando os ossos perdem o componente mineral, também perdem a força e a estrutura interna de suporte. Ainda não se sabe exatamente por que isso ocorre, mas o processo envolve a formação óssea. Os ossos se encontram continuamente em remodelamento, ou seja, enquanto novas regiões são formadas, outras são degradadas. Um ciclo completo de remodelamento leva cerca de dois a três meses. Quando você é jovem, o organismo remodela o tecido ósseo rapidamente e a massa óssea aumenta. Por volta dos 30 anos, você alcança o pico de massa óssea. Daí em diante, o remodelamento prossegue, mas você perde um pouco mais do que produz – cerca de 0,3 a 0,5 % ao ano. A ingestão de quantidades insuficientes de vitamina D e cálcio pode acelerar este processo. Durante a menopausa, quando os níveis de estrógeno diminuem rapidamente, a perda óssea aumenta para 1 a 3 % a cada ano. Por volta dos 60 anos, a perda diminui, mas não é interrompida. Em idades mais avançadas, as mulheres podem ter perdido entre 35 e
50 % da massa óssea, em comparação com 20 a 35 % nos homens.
O risco para o desenvolvimento da osteoporose depende do volume de massa óssea entre 25 e 35 anos de idade (os maiores valores) e da velocidade de perda. Quanto maior a massa óssea alcançada, maior a reserva e menor a probabilidade de desenvolver a doença. A ingestão de quantidades adequadas de vitamina D, substância fundamental para a absorção do cálcio, e a atividade física regular podem ajudar a manter os ossos saudáveis durante toda a vida.
FATORES DE RISCO O diagnóstico precoce da osteoporose é muito importante. Dessa forma, bem como descobrindo que você apresenta risco elevado, é possível evitar a progressão da doença. Os fatores de risco a seguir devem ser levados em consideração, e você deve conversar com seu médico sobre o risco da doença para planejar uma estratégia de prevenção. Se você é mulher, é melhor fazer isso antes da menopausa. Os fatores de risco incluem:
Sexo
Tendo em vista que as mulheres apresentam uma maior esperança de vida e possuem densidade óssea inicialmente inferior àquela encontrada nos homens, as fraturas da osteoporose são duas vezes mais comuns no sexo feminino. Além disso, deve-se levar em consideração a queda abrupta nos níveis de estrógeno que ocorre na menopausa, colaborando para aumentar a perda óssea. As mulheres mais magras apresentam um risco ainda mais elevado, bem como os homens com níveis reduzidos de testosterona (hormônio sexual masculino).
Idade
Com o avançar da idade, o risco de osteoporose aumenta. Na medida em que você vive mais, maior o risco de desenvolver a doença.
Raça
Ao contrário dos negros, as pessoas brancas e descendentes de asiáticos apresentam maior risco de osteoporose.
Histórico familiar
Ter uma mãe ou uma irmã com osteoporose aumenta o risco de desenvolver a doença.
Tabagismo
O papel do cigarro na osteoporose ainda não é completamente compreendido, mas é certo que o tabagismo contribui para o enfraquecimento ósseo.
Exposição aos estrógenos durante a vida
Quanto maior a exposição ao estrógeno durante a vida, menor o risco de desenvolver osteoporose. Você tem um menor risco, por exemplo, no caso de ter apresentado menopausa tardia ou menarca (primeira mensturação) precoce. Mas se você apresenta antecedente de períodos menstruais irregulares, menopausa precoce (antes dos 40 anos) ou foi submetida à retirada cirúrgica dos ovários antes dos 45 anos de idade sem receber terapia de reposição hormonal, o risco é maior.
Medicamentos
O uso prolongado de corticosteróides provoca lesões ósseas. Essas drogas são comumente utilizadas no tratamento de condições como a asma, artrite reumatóide e psoríase. Se você precisa usar esteróides por período prolongado, o seu médico deve monitorizar a densidade óssea e recomendar outros medicamentos para prevenir a perda óssea. O excesso de hormônios tireoideanos também pode provocar perda óssea. Essa situação pode ocorrer quando a tireóide produz hormônios em excesso (hipertireoidismo) ou quando você utiliza drogas para o tratamento das disfunções da glândula (hipotireoidismo). Um exame de sangue que mede a concentração de uma substância chamada hormônio estimulador da tireóide pode avaliar melhor estes níveis hormonais e ajudar na dosagem adequada do medicamento. Alguns diuréticos – drogas que impedem o acúmulo de líquido no organismo – podem aumentar a excreção renal de cálcio. Se você não ingerir a quantidade necessária de cálcio e outros minerais, os seus ossos podem perder a resistência. O uso prolongado de heparina (uma droga utilizada deixar o sangue mais fino), metotrexate e alguns anti-convulsivantes e anti-ácidos com alumínio podem causar perda óssea. Além disso, certas condições clínicas e procedimentos podem reduzir a absorção do cálcio, incluindo cirurgias do estômago (gastrectomia) ou doenças do aparelho digestivo (como a doença de Crohn). A doença de Cushing, uma condição rara na qual as glândulas adrenais produzem quantidade excessiva de corticosteróides, e a anorexia nervosa também podem promover a perda óssea.
Alcoolismo crônico
Entre os homens, o alcoolismo é um dos principais fatores de risco para a osteoporose. O consumo excessivo de álcool reduz a formação óssea e interfere na capacidade do organismo absorver cálcio.

Bem Estar
As coisas começam a mudar,
quando você as faz de modo diferente.
Esta vida podes moldar,
a cada escolha uma nova vertente.
Embarque no trem da liberdade,
onde sua coragem é a estação.
Nesses trilhos feitos da verdade,
a felicidade é a única direção.
Toda vida é boa,
devido a chance de viver.
E fazer do que soa
sua realidade, e dela colher.
Diga o que precisa ser dito,
faça o que precisa ser feito.
Pinte o seu caminho bonito,
colorindo-o com o que é direito.
Igor Oliveira Ferreira
NUTRICÃO...

... Nutrição ...
A palavra nutrição origina-se de nutritione, vocábulo do latim que significa nutrir, alimentar. Num sentido mais restrito, a nutrição consiste:
* A soma de processos pelos quais os organismos obtêm e utilizam os nutrientes.
* A ciência ou o estudo dos alimentos e da alimentação, especialmente de animais e dos seres humanos.
* O ato ou o processo de nutrir-se ou ser nutrido, especialmente o processo pelo qual um organismo vivo assimila e utiliza alimentos, para produção de energia ou renovação de seus tecidos corporais.
Dessa forma, como ciência da Biologia Geral e num sentido mais amplo, Nutrição se refere ao conjunto de processos que vão desde a ingestão do alimento até a sua assimilação pelas células.
Você sabe o que é nutrição?
Nutrição é um conjunto de processos, que envolve a ingestão, digestão, absorção, metabolismo e excreção dos nutrientes, com a finalidade de produzir energia e manter as funções do organismo.
E o que são nutrientes e para que servem?
São substâncias contidas nos alimentos que fornecem energia para o funcionamento do corpo humano. Podemos dividir em macronutrientes e micronutrientes. Os macronutrientes são os carboidratos, proteínas e lipídeos e os micronutrientes são as vitaminas e mineirais.
Os carboidratos fornecem a energia necessária para que você realize as atividades do dia-a-dia. As proteínas atuam na reestruturação de células e tecidos, crescimento e manutenção do esqueleto e síntese de enzimas e hormônios. E os lípideos são o transporte das vitaminas lipossolúveis, A, D e K e também fornecem energia.
As vitaminas e os minerais são substâncias reguladoras, desempenham papel importante no bom funcionamento de intestino, contribuem na formação de ossos, dentes, cartilagens e no processo de absorção do organismo.
“Se a alimentação for adequada, a saúde estará presente em todas as fases da vida”
Em cada fase da vida há uma demanda energética e nutricional diferente, de acordo com a necessidade orgânica. Em estados de doença, a necessidade nutricional muda e requer um cuidado alimentar diferenciado.
Infância
Até os 6 meses de idade, é indiscutível a importância do aleitamento materno exclusivo pois fornece todos os nutrientes importantes para o bebê, além de anticorpos e outras substâncias fundamentais. Com o passar dos meses e anos, a criança vai conhecendo e experimentando todos os alimentos, sendo essencial que a mãe já comece a incentivar uma alimentação equilibrada à criança.
A infância é a fase inicial onde ocorre a formação e crescimento. A alimentação nessa etapa é essencial para um crescimento e desenvolvimento adequados.
Nesta fase é importante respeitar horários e refeições a serem realizadas. A criança deve comer cereais, verduras, legumes, carnes, leguminosas e frutas. Os pais não devem estimular o consumo de guloseimas e alimentos de baixo valor nutricional. Lembre-se que os filhos são o reflexo dos pais, e isso ocorre também na alimentação.
Adolescência
Na adolescência ter uma dieta balanceada também é fundamental, pois as necessidades nutricionais nessa fase são maiores. É importante tomar cuidado, pois os adolescentes muitas vezes desejam ter um corpo magro e fazem qualquer coisa para consegui-lo, quase sempre sem orientação de um profissional da saúde, o que pode levar a deficiências nutricionais e transtornos alimentares como bulimia nervosa e anorexia nervosa, por exemplo. Os pais devem estar atentos e procurar sempre a ajuda de um profissional de saúde.
Os adolescentes geralmente comem muitos lanches, sem verduras e ricos em gordura. O consumo de frituras, doces e refrigerantes pode ocorrer em excesso. Estes e outros maus hábitos alimentares são freqüentes nesta fase. Por isso é muito importante estimular uma alimentação saudável diariamente e explicar porque há esta necessidade.
Além de ter uma alimentação equilibrada, com o consumo de todos os grupos alimentares, podemos enfatizar o consumo de cálcio, mineral importante para a formação do esqueleto, o ferro para o desenvolvimento muscular, esquelético e endócrino e o zinco, contribuindo para o crescimento e a maturação sexual do adolescente.
Adultos
A fase adulta é a fase da manutenção, sendo também muito importante ter uma alimentação adequada. Talvez essa seja a fase mais difícil, pois depende dos hábitos alimentares adquiridos, fatores culturais, financeiros, entre outros. Apesar de tudo isso, se deve pesar a importância de uma alimentação saudável tanto para o bom funcionamento orgânico, como prevenção de doenças e melhor saúde quando idoso.
Idoso
Nesta fase, a alimentação além de nutrir, poderá tratar determinadas doenças e proteger o organismo. Devem ser levados em conta alguns fatores, como: estado de saúde físico, mental e emocional, hábitos alimentares anteriores, alterações na capacidade de mastigar, deglutir, digerir e absorver os alimentos, etc. Pode acontecer também uma redução no paladar e do olfato.
Conforme a pessoa vai envelhecendo, as suas necessidades de energia vão diminuindo, porém, por outro lado, a necessidade dos nutrientes vai aumentando. Por isso, devem-se priorizar alimentos de alto valor nutricional.
Podemos perceber que muitos idosos deixam de comer alimentos mais consistentes, optando por outros de consistência pastosa, como sopas, chás, torradas, etc. É importante estimular a mastigação e o consumo de uma dieta completa e balanceada. Caso o idoso tenha algum tipo de doença é necessário ter um acompanhamento individual, com aporte nutricional adequado.
No geral, é importante consumir alimentos de grupos variados, na consistência adequada, conforme a capacidade que o idoso tenha de mastigar os alimentos. Além disso, comer de forma fracionada, evitando assim a sensação de empaturramento.
Outro ponto a ser ressaltado, é o consumo de água, muitos idosos não sentem sede ou não desejam beber líquidos devido a incontinência urinária, podendo correr riscos relacionados à desidratação e problemas renais.
Se a alimentação for adequada, a saúde estará presente em todas as fases da vida.
DICAS MÉDICAS
Dicas de alimentação
para uma vida saudável
Por que comer alimentos saudáveis?
Muitas doenças são causadas pelo nosso hábito de vida e estão diretamente associadas a uma alimentação inadequada, rica em alimentos gordurosos e doces, pobre em fibras e cálcio. Apesar da disponibilidade de alimentos nos dias atuais e dos índices de obesidade crescentes mesmo em países em desenvolvimento, as deficiências nutricionais são cada vez mais freqüentes. Não raramente, vemos pessoas obesas com anemia e osteoporose. Além disso, inúmeras causas de câncer estão relacionadas com a qualidade de nossa alimentação. Portanto, comer bem é praticar saúde.
Em relação à doença cardiovascular, a causa mais freqüente de óbito no mundo desenvolvido, ao comer alimentos ricos em gorduras saturadas, gordura trans e colesterol você está favorecendo o aumento dos níveis de colesterol em seu sangue. O colesterol alto é um fator de risco importante para a doença cardíaca e derrame.
Muitos fatores influenciam no risco de infarto ou derrame. Entretanto, ter uma alimentação pobre em gordura saturada, gordura trans, colesterol e sódio, pode ajudar a reduzir fatores para estas doenças.
Uma boa dieta tem alimentos de todos os grupos alimentares
O segredo para uma nutrição saudável está no balanceamento e variedade. Primeiro, a dieta deve incluir alimentos nutritivos de todos os grupos alimentares. Incluir alimentos como vegetais, frutas, peixe, produtos integrais e laticínios semi ou desnatados. Se ocasionalmente escolher uma comida rica em gordura saturada, procure compensar com outras pobres em gorduras como vegetais ou frutas como sobremesa. A mesma idéia se aplica se aplica a alimentos ricos em gorduras trans e salgados.
Uma dieta balanceada contém alimentos de todos os grupos alimentares: grãos, vegetais, carne, cereais, leite e derivados, frutas. Dê preferência a alimentos rios em vegetais e frutas, eles ajudam a reduzir risco cardiovascular e ajudam a controlar o seu peso. Procure comê-los frescos, sem adição de molhos prontos, maioneses, creme de leite. Coma as frutas em vez de preparar sucos.
Alimentos integrais são ricos em fibras que tanto ajudam a baixar seu colesterol como ajudam a controlar seu peso. Aveia, farinha integral, arroz integral, milho são boas opções.
Coma, de preferência a carne derivada de peixe, especialmente peixes ricos em ômega-3, ex: salmão. Coma grelhado, assado ou cozido e não acrescente molhos cremosos. Não adicione gordura saturada ou trans (manteiga, leite de coco, azeite de dendê, etc.)
Use óleos poli-insaturados e mono-insaturados, mas dentro dos limites calóricos, estes óleos se mantêm líquidos em temperatura ambiente, ex: canola, oliva, girassol, milho. Lembre-se que embora sejam óleos saudáveis, eles podem ajudar a exceder o limite calórico ideal para seu caso. Não os use para fritar.
Evite comer alimentos congelados, refeições prontas. Muitos destes produtos utilizam gordura trans, gorduras saturadas e excesso de sódio. Muitos alimentos para lanche e bebidas prontas são ricos em açúcar e até sódio. Estes alimentos tendem a ter baixo teor de vitaminas e minerais a despeito do aumento de calorias que favorece o ganho de peso.
O excesso de sal da dieta pode favorecer a elevação da pressão arterial, principalmente em pessoas predispostas, piorando ainda mais o seu fator de risco cardíaco, renal e cerebral.
Ao comer carne vermelha, escolha as partes magras, sem pele, com remoção de toda gordura visível antes do preparo. Evite embutidos, carnes processadas, lingüiças, salsichas mesmo light. Essas carnes tendem a ter ainda assim alto teor de gordura e são ricas em sódio. Miúdos e vísceras como coração e fígado são riquíssimas em colesterol, devendo ser evitados.
Frutos do mar (camarão, lagosta, caranguejo, siri, ostras e mariscos) são ricos em colesterol e devem ser usados apenas esporadicamente.
Leites e derivados – dê preferência a leite desnatado. Alimente-se de queijos, iogurtes com menor teor de gordura – como queijo minas, ricota, cottage.
Ao preparar bolos, tortas e demais receitas procure usar produtos menos ricos em gorduras saturadas, trans e colesterol.
Aprenda a ler rótulos
Uma boa dica para aprender sobre os alimentos é ler os rótulos nutricionais dos mesmos e conhecendo o seu teor de calorias, sódio, proteínas, e gorduras. Evite armadilhas:
Porção – muitos produtos trazem o valor calórico por porção e muitas vezes a porção é maior ou menor do que a usualmente consumida por você – preste atenção para que sua conta não se torne inadequada – após o conhecimento de quanto você come, refaça os cálculos, se necessário, multiplicando ou dividindo.
Valor diário – as porcentagens são calculadas em cima de uma dieta padrão de 2000 calorias por dia, caso você coma mais do que isso, as porções podem exceder as suas necessidades diárias ou, inversamente, não supri-las.
Gordura saturada e trans – essas são importantes para o controle de seu colesterol. Mantenha a ingestão diária de < 7% de gordura saturada e 1% para gordura trans.
Gordura total – deve ser ajustada para o valor calórico ideal para controle de seu peso, pois as gorduras são ricas em calorias.
Colesterol – o limite da ingestão de colesterol ao dia deve ser de acordo com a sua necessidade de atingir metas de colesterol. Se normal, ingira menos de 300 mg/d; se tem colesterol alto < 200 mg/d
Sódio – em pessoas predispostas a hipertensão arterial, a ingestão excessiva de sódio causa a elevação da pressão.
Carboidrato total – os carboidratos são importantes no seu programa alimentar diário. Prefira vegetais, frutas, pães e massas integrais, grãos. Limite o uso de açúcar refinado e bebidas já açucaradas. A quantidade de consumo depende da sua necessidade de controle de peso.
Fibra dietética – o consumo diário de 25g de fibras ao dia numa dieta de 2000 calorias, ajuda a reduzir riscos cardíacos, diabetes, câncer, além de ajudar no controle do peso e no melhor funcionamento intestinal.
Proteína – a ingestão de proteínas é importante no metabolismo normal. Prefira as proteínas de origem vegetal, uma vez que as de origem animal são geralmente ricas em gorduras saturadas. O excesso de proteínas pode causar danos renais.
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